“Eu acredito no amor. E sinto muito por acreditar. Eu me importo tanto, que ver alguém como você sofrendo e não poder fazer nada para resolver, me dilacera aos poucos. Odeio constranger as pessoas, odeio ser tão chata e tão inconveniente em tantas e tantas vezes, mas é que preciso, sabe? É só meu jeito de demonstrar suas importâncias. Vamos, segure na minha mão, só dessa vez. Feche os olhos e tire um pouco os pés do chão, deixe de ser tão realista. Não faça com que minha esperança morra. Não faça com que meus restinhos de sonhos, agora tão pisoteados, se findem. Seja um pouco mais aberto, se puder. Não estou te enganando, pois não consigo enganar ninguém, nem mesmo ao padeiro da esquina ao lado. Mas não quero chorar dessa vez. Não quero ceder em meio a toda essa confusão. Sinto sono, mas não quero ir embora. Queria aprender a voar. Aprender a caminhar sozinha, a ser sozinha, a não depender tanto de todo mundo, a não precisar criar afeto tão rapidamente e depois quase sempre me decepcionar por algum motivo, mesmo que seja bobo. Queria ser forte como você. Firme. Coisa que eu nunca fui. Minha alegria diante da vida se mantém, mas algumas coisas me tiram do sério. Perder os sonhos aos poucos, ver as esperanças se tornarem como pó - isso me dilacera. Notar que em um mesmo lugar existem tantos, e alguns pobres e outros ricos e sem motivo nenhum, sabe? Pensar que tantos pobres deveriam trocar de lugar com os que possuem mais grana, mas que não fizeram nada para merecer o dinheiro. Me importo tanto com todo mundo, e agora com você, que sinto meu coração doendo de um jeito estranho. Queria ser firme, queria ser forte, mas, mais do que qualquer coisa, queria poder te ensinar a voar. Queria poder transformar o mundo em sonho, a realidade em invenção de algum estúpido. Ainda tenho em mim o sonho infantil de desejar mudar o mundo de alguma forma. Mas não posso. Nunca pude.”
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Eu acredito.
“Eu acredito no amor. E sinto muito por acreditar. Eu me importo tanto, que ver alguém como você sofrendo e não poder fazer nada para resolver, me dilacera aos poucos. Odeio constranger as pessoas, odeio ser tão chata e tão inconveniente em tantas e tantas vezes, mas é que preciso, sabe? É só meu jeito de demonstrar suas importâncias. Vamos, segure na minha mão, só dessa vez. Feche os olhos e tire um pouco os pés do chão, deixe de ser tão realista. Não faça com que minha esperança morra. Não faça com que meus restinhos de sonhos, agora tão pisoteados, se findem. Seja um pouco mais aberto, se puder. Não estou te enganando, pois não consigo enganar ninguém, nem mesmo ao padeiro da esquina ao lado. Mas não quero chorar dessa vez. Não quero ceder em meio a toda essa confusão. Sinto sono, mas não quero ir embora. Queria aprender a voar. Aprender a caminhar sozinha, a ser sozinha, a não depender tanto de todo mundo, a não precisar criar afeto tão rapidamente e depois quase sempre me decepcionar por algum motivo, mesmo que seja bobo. Queria ser forte como você. Firme. Coisa que eu nunca fui. Minha alegria diante da vida se mantém, mas algumas coisas me tiram do sério. Perder os sonhos aos poucos, ver as esperanças se tornarem como pó - isso me dilacera. Notar que em um mesmo lugar existem tantos, e alguns pobres e outros ricos e sem motivo nenhum, sabe? Pensar que tantos pobres deveriam trocar de lugar com os que possuem mais grana, mas que não fizeram nada para merecer o dinheiro. Me importo tanto com todo mundo, e agora com você, que sinto meu coração doendo de um jeito estranho. Queria ser firme, queria ser forte, mas, mais do que qualquer coisa, queria poder te ensinar a voar. Queria poder transformar o mundo em sonho, a realidade em invenção de algum estúpido. Ainda tenho em mim o sonho infantil de desejar mudar o mundo de alguma forma. Mas não posso. Nunca pude.”
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